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Para conhecer um pouco mais sobre o escritor e poeta Fabbio Cortez, acesse fabbiocortez.com
__________ Violinos e britadeiras (Conto) (Fabbio Cortez - Direitos reservados - BN/EDA-RJ) Ele havia de viver com a mínima dignidade, não era possível! Para tal, além de outros serviços concomitantes, Antônio metera-se com esta espécie de ofício: pilotar motocicletas sem rodas, sem selim, compostas só de um guidão trepidante dos infernos. Lenha das bravas defender o pão à britadeira. Depois de cumprir o dia, mal chegou a casa - na realidade um microscópico apartamento enxertado na boca podre dos arredores da zona portuária - pôs para tocar o Allegro inicial da Primavera de seu homônimo veneziano. Há tempos vinha fazendo assim: tentava compensar o aço da lida com a maciez de um opus célebre. Se não vivaldiasse, beethoveneria, porque, não fossem as afamadas Estações, ser-lhe-ia útil a bucólica Sexta de Ludwig, com sol, chuva, tempestade; estava era disposto, como de costume, a desfazer-se em poesia bucólica. Tinha lá seus bons discos clássicos, adquiridos nos sebos cujos corredores escarafunchava como rato à procura de migalhas, uma das poucas vaidades a que se dava direito. Gostava de experimentar, mesmo que artificialmente, um pouco de natureza dentro daquela caixa de sapatos onde se ocultava do mundo, entregar-se à classe dos animais livres, mas despindo-se da bestialidade inerente, administrando-a no instinto. Fosse qual fosse a condição atmosférica proporcionada por seus velhos discos, desejava naquele momento o pisar de mato, ou uma bela caminhada na areia, fizesse calor ou frio, um quebrar do paradigma urbano. “Ah se eu tocasse violino...” meditava no chuveiro frio, enlevado tal qual todo mortal com o mínimo de alma fica na presença de arte fina, “Ah se eu tocasse... seria capaz neste instante de compor músicas primorosas...” Seria nada, pois o peão, embora de certa sensibilidade dentre a maioria dos broncos com que lidava no cotidiano, não tinha muito de dons intelectuais, só apreciava. Mas voltemos ao que interessa: o caso é que Antônio, para tentar o paliativo, punha as orelhas sobre o erudito do tema, acústica de qualidade a tímpanos massacrados pela maldita arma de trabalho. Já lhe era isso algum alento. Saiu do chuveiro e tomou a cama toda com a abertura dos braços, pernas e cabeça. Cabeça? Sim, pois o mais difícil de "abrir" ele abriu, a mente cheia de estorvo, como há muito não fazia, e o arrebatamento do gênio prosseguia com suas cordas perfeitas, tornando o cubículo mais afável, e sua respiração assim a equalizar-se gostosamente na barriga: “Que bonito, como esses caras criam coisas assim?...” Ordenou aos olhos a morte passageira dos santos, tentou relaxar as mãos de pedra. No início não deu, dava era uma aflição nos pulsos, nas juntas gerais do corpo. Foi difícil, mas após muito martírio acabou por dormir. As mãos da mulher de sua vida entrelaçaram-se às suas, os olhos dela no cerne dos seus, vez em quando um beijo a borboletar-lhe adolescentemente o peito, o livre-arbítrio conjunto num lugar fabuloso, amplo e natural como deveria ser vasto e puro o mundo só dos dois: riachos límpidos, gramados e frescores, o azul todo feito de céu; então mais beijo, a juventude encapelada no âmago, a entrega plena, e agora era um salão enorme, um concerto lindo, primeiros violinos, segundos, violinos intermináveis, delirantes, e ele a admirando aderente, gemendo “Como é linda, meu amor, como é perfeita”, e a amada em resposta sorrindo, regozijando, que demais, oh! era quase uma dor. Esteve com ela a noite toda. Mais uma vez. Porém desta feita o sonho fora mais intenso, espirituoso, mais real que o real. Acordou suado, feliz. Era o sinal, sentia ser aquele o dia de conhecê-la, sua luminosa fêmea, senhora de sua vontade. Sabia dela o desenho do rosto e o contorno do corpo, conhecia nela os menores detalhes, o riso alegre, o formato dos dentes, as delicadas maneiras das mãos, o tremular nervoso das pálpebras, o jogar sutil dos cabelos, as nuances da voz. Caprichou no banho, saiu ao trabalho, a intuição lhe gritava "Sim, era o dia". Virou estátua. A máquina, calada de seu ruído de bomba, acompanhava-lhe a imobilidade ridícula: era ela, seu amor, seu apego futuro, a figura com quem sonhara todos esses anos. Estava ali, viu-a inteira, tão perto, com o mesmo sorriso, mesma aura, mesmo tudo, adorável, à sua frente. Mas a moça sequer o notou. Ao saltarem do luxuoso carro, porta traseira aberta pelo motorista de paletó e quepe impecáveis, quem de relance viu Antônio foi o cavalheiro que a acompanhava, envolto num admirável terno de jeito italiano, um brasão todo complicado colado no peito; o rico percebeu de relance o homem empunhando aquele aparelho rude, de macacão encardido, a mirar-lhe boquiaberto a esposa. Não sabia que o coração do operário é que fazia as vezes da ora inerte ferramenta de trabalho, dando-lhe duras pancadas por dentro, latejo de aflito. O casal, abotoado num abraço fino e prazenteiro, após cumprimentar o gerente geral, que o recebia com gestos de honra, entrou na agência do banco de sua propriedade para a visita anual de praxe. Allegro nenhum. Naquela noite, estava decidido: iria se entupir de desgosto e aguardente. No canto escuro de um bar, onde um velho rádio rangia canções descartáveis, Antônio não chorou pouco, e lembrou em lampejos que na manhã seguinte teria novamente de domar a bendita britadeira, sua impetuosa companheira do asfalto. Balbuciando dentre as lágrimas, perguntava a si mesmo por que sua "outra metade" não podia ser uma simples trabalhadora, comum como ele, por exemplo aquela moça ali que, silenciosa e de olhos tristes, passava com a vassoura um pano úmido entre as mesinhas. "Bonita ela", pensou, "só está um tanto maltratada, a pobre... assim como eu". Antônio foi ao lavatório do bar e reconstruiu o rosto. Tomou coragem: - Ei, com licença... - Pois não? - Perdoe-me a indiscrição... hã... você é sozinha? - Desculpe-me, amigo, mas... pra que você quer saber? - É que estou meio triste, sabe? precisando conversar um pouco, e a última coisa que quero é arrumar confusão com o marido de alguém, o namorado..., você entende. - ... Eu e Deus. - Prazer, meu nome é Antônio. - Sério? O meu é Antônia – contou a moça rindo do acaso. - Que coincidência! Só falta agora você me dizer que gosta de música clássica – disse um Antônio descrente e constrangido por fazer comentário tão improcedente. Temia ser tomado por louco. Mas ali, naquele instante, queria ser ele mesmo, direto, sincero, rasgado. - Como você sabe? Só ouço isso, cara - expressou a moça, admirada. - Está me gozando? Você gosta mesmo? - Estou dizendo... A partir daquela noite, Antônio tinha outra mulher a protagonizar-lhe os sonhos. E desde então o som da britadeira se lhe tornou tão bonito de ouvir quanto um violino de Vivaldi.
Escrito por Valéria Cortez às 16h48
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Contato: fabbiocortez@yahoo.com.br  És minha lâmpada
À noite, elétrico, te acendo. E me aqueces.
You are my lamp
At night I'm electric, I turn you on.
And you warm me.
Avenida central sinto-me muito importante andando pela avenida central todos são importantes andando pela avenida central menores piratas mendigos pirados malandros perdidos et cetera e tal sinto-me muito importante andando pela avenida central todos são importantes andando pela avenida central Central Avenue
I'm very important walking down the central avenue everybody is important walking down the central avenue
minors pirates beggars
mad people lost people rascals et cetera, and such
I'm very important walking down the central avenue everybody is important walking down the central avenue
Escrito por Valéria Cortez às 12h25
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Em www.blocosonline.com.br você pode ler um pouco da poética de F. Cortez. Ele está na Antologia "Saciedade dos Poetas Vivos" volumes I e IV. Nesta última, consta como poeta convidado nada mais nada menos que o imortal Lêdo Ivo. "Saciedade" é uma iniciativa da multifacetada Leila Míccolis e de seu parceiro Uhracy Faustino, editores do portal reconhecido pela UNESCO.
Valéria Cortez
Escrito por Fabbio Cortez às 16h35
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Deixo aqui registrado meu agradecimento pelas agradáveis e benignas palavras postadas pelo escritor e professor Márcio Suzano em seu blog. Ei-las:
“Quero homenagear o autor Fabbio Cortez, por fazer parte da minha obra como revisor e ao mesmo tempo divulgar seu trabalho em meu Blog. Fabbio Cortez estará lançando seu primeiro livro de poesias na "Bienal do Livro" no Pavilhão do Rio Centro, apartir do dia 13 de setembro de 2007. É uma grande honra ser amigo deste Profissional. Parabéns, Fabbio Cortez, pelo grande "poeta e escritor" que desponta no mundo da Literatura.”
Muito obrigado, Suzano; sou honrado em tê-lo como amigo, não somente por sua importância intelectual, mas principalmente por seu elevado caráter e fina sensibilidade.
Márcio Suzano é autor de vários livros técnicos sobre aviação, entre eles “Materiais de Aviação e Estruturas Aerodinâmicas” e “Peso e Balanceamento”. Os interessados em conhecer seu trabalho devem acessar “aerolitteris.zip.net”
Escrito por Fabbio Cortez às 10h20
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Please sorry for my mistakes in English! Fabbio Cortez is a brazilian Poet, from Rio de Janeiro city, with formation in Literature. He always defends the sentence "Poetry is that makes me", because he understands that the Poetry (like this with capital "P" / the Cosmos / God YHWH / the biggest Poetry) guides his life and verses. He has his name in anthologies like "Saciedade dos Poetas Vivos I and IV - Digital", published in Blocos on Line, important cultural site directed by Leila Míccolis. He is special mention in literature contests in Rio and in São Paulo and author of the book entitled "Público Cativo" (Captive Public) - OFICINA EDITORES, 2007. 
Valéria Cortez
Escrito por Fabbio Cortez às 20h38
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Como bons patriotas, é importante compreendermos corretamente a letra do hino de nosso país. O amor genuíno a nosso próprio país ajuda-nos em nossa autoestima! Pequeno Estudo sobre o Hino Nacional Brasileiro - 2ª parte
(Direitos reservados - solicita-se citar a autoria de Fabbio Cortez e a fonte caso queira copiar o texto) ....................
Terceiro passo: a interpretação
I Ouviram do Ipiranga (do tupi "ypiranga", que quer dizer "rio vermelho", riacho da cidade de São Paulo perto do qual o então príncipe herdeiro do trono de Portugal, Dom Pedro, futuramente D. Pedro I – primeiro imperador do Brasil – teria declarado a Independência em 1822) as margens (observe que as margens do riacho é que ouviram o brado) plácidas (tranquilas) de um povo heroico (atualmente sem o sinal agudo) o brado retumbante (grito muito forte que chega a fazer eco) e o sol da Liberdade (o sol aqui – com letra minúscula – não é o astro e sim a força luminosa nascida da Liberdade personificada, o esclarecimento dela emanado naquele momento importante) em raios fúlgidos (cintilantes), brilhou no céu da Pátria ("pátria" invoca o tempo ido – a história – e, necessariamente, os antepassados, e a terra natal ou adotiva de alguém que tenha vínculos estritos de afeição, de cultura e valores locais; diferentemente de "nação", que tem a ver com nascimento, de onde se vem, a nacionalidade, quer dizer, tudo o que é ligado jurídica e politicamente ao Estado (União) nesse instante. (Para melhor entendimento: As margens tranquilas do riacho Ipiranga ouviram o grito forte de um povo heroico e o sol da Liberdade, em raios cintilantes, brilhou no céu de nossa Pátria nesse momento.) Se o penhor (se a garantia, penhora) dessa igualdade conseguimos conquistar com braço forte (muitos cantam erradamente "braços fortes"), em teu seio (em teu teu coração), ó Liberdade, desafia o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, idolatrada (pela qual se transborda de amor), Salve! Salve! (Damos-lhe "Vivas!") (Para melhor entendimento: O nosso peito desafia a própria morte, ó Liberdade personificada, dentro de teu próprio coração, se conseguimos conquistar a garantia dessa igualdade com firmeza! Ó Pátria amada, pela qual transbordamos de amor, damos "Vivas" a ti!)
Brasil, um sonho intenso (às vezes há titubeação devido à dúvida entre este trecho e “de amor eterno” da 2ª parte), um raio vívido (destacado, bem visualizado, nítido) de amor e de esperança à terra desce, se em teu formoso céu, risonho e límpido (sem nehuma nuvem), a imagem do Cruzeiro (do Sul) resplandece (brilha intensamente).
(Para melhor entendimento: Um sonho intenso, meu Brasil, um raio nítido de amor e de esperança desce à terra, se a imagem da constelação "Cruzeiro do Sul" brilha intensamente em teu formoso, risonho e limpo céu.) Gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido (corajoso, destemido) colosso (outra vez o sentido de "gigante", corroborando o primeiro), e o teu futuro espelha (muitos cantam erradamente "espelha" com o timbre do segundo "e" aberto: /espélha/ - mas o correto é fechar o "e": /espêlha/) essa grandeza. Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil (mãe defensora dos filhos e generosa com eles, como qualquer boa mãe), Pátria amada, Brasil! (Para melhor entendimento: Gigante destemido, pela própria natureza és belo e forte e o teu futuro mostra essa grandeza. Entre outras mil terras, tu és, meu Brasil, ó Pátria amada, a mãe generosa dos filhos deste solo. )
II Deitado eternamente em berço esplêndido (aqui não significa um Brasil "preguiçoso", que descansa para sempre - como querem maldosa e levianamente interpretar alguns, mas sim um Brasil estabelecido num solo maravilhoso, extenso e riquíssimo, com recursos naturais intermináveis. Só pode ser essa a intenção de Duque-Estrada), ao som do mar e à luz do céu profundo ("profundo" aqui no sentido de "sem fim", eterno, inimaginável), fulguras (brilhas), ó Brasil, florão (ornato, enfeite de ouro e/ou pedras preciosas em forma de flor) da América, iluminado ao sol (luz solar) do Novo Mundo! (o continente americano; era como, às vezes, os europeus denominavam a América quando de sua descoberta, que era novo continente em relação ao "velho mundo"(Europa), assim como à África e à Ásia.) (Para melhor entendimento: Ó meu Brasil, rico ornato da América, tu brilhas iluminado à luz solar do jovem continente, estabelecido para sempre neste solo extenso e rico ao som do mar que dominas e à luz dum céu inigualável . )
Do que a terra mais garrida (vistosa, contente) teus risonhos, lindos campos têm mais flores; "nossos bosques têm mais vida", "nossa vida" no (muitos cantam erradamente "em") teu seio "mais amores" (obs.: os termos entre aspas são partes do poema "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias na obra "Primeiros cantos"- 1847). Ó Pátria amada, idolatrada, Salve! Salve! Brasil, de amor eterno (às vezes há titubeação devido à dúvida entre este trecho e “um sonho intenso” da 1ª parte) seja símbolo o lábaro (bandeira, estandarte) que ostentas (exibes com orgulho) estrelado, e diga o verde-louro (obviamente as cores verde e amarela da bandeira, símbolizando as florestas e matas e o ouro, as riquezas minerais) desta flâmula (também: bandeira ou estandarte – simples referência ao termo anterior): Paz no futuro e glória no passado (glória estabelecida, histórica, e anseio pela paz futura).
(Para melhor entendimento: Brasil, teus risonhos e lindos campos têm mais flores do que a terra mais vistosa, assim como nosso bosques têm mais vida e nossa vida em teu coração tem mais amores que qualquer outra terra. Ó Pátria amada, pela qual transbordamos de amor, damos "Vivas" a ti! Brasil, que a bandeir estrelada que tu exibes com orgulho seja símbolo de amor eterno e suas cores verde e amarela digam "Glória estabelecida e anseio pela Paz futura".)
Mas, se ergues (para a luta) da justiça a clava (arma usada para bater nos antigos combates homem a homem – espécie de porrete) forte, verás que um filho teu não foge à luta, nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada entre outras mil, és tu, Brasil, ó Pátria amada! dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
(Para melhor entendimento: Mas se para a guerra tu ergues a clava forte da justiça, verás que um filho teu não foge à luta nem quem te adora temea própria morte. Entre outras mil terras, tu és, meu Brasil, ó Pátria amada, a mãe generosa dos filhos deste solo. )
................... Quarto passo, enfim: o entendimento simplificado da letra, em versão livre, mantendo-se a separação das estrofes originais
I As margens tranquilas do riacho Ipiranga ouviram o grito forte de um povo heroico e o sol da Liberdade, em raios cintilantes, brilhou no céu de nossa Pátria naquele momento.
Contigo, ó Liberdade, o nosso peito desafia a própria morte se conseguimos conquistar a garantia dessa igualdade com firmeza!
Ó Pátria amada, por quem transbordamos de amor, damos "Vivas" a ti!
Meu Brasil, um sonho intenso, um raio nítido de amor e de esperança desce à terra se a imagem da constelação "Cruzeiro do Sul" brilha intensamente em teu céu formoso, risonho e claro.
Gigante corajoso, pela própria natureza és belo e forte, e no futuro será notória essa grandeza.
Entre outras mil terras, tu és adorada, ó Pátria amada, meu Brasil!
Tu és, Pátria amada, a mãe generosa dos filhos deste solo.
II Ó meu Brasil, rico ornato da América, tu brilhas iluminado à luz solar deste jovem continente, estabelecido para sempre neste solo extenso e rico ao som do mar que dominas e à luz dum céu inigualável.
Brasil, teus risonhos e lindos campos têm mais flores do que a terra mais vistosa, assim como nossos bosques têm mais vida e nossa vida em teu coração tem mais amores que qualquer outra terra.
Ó Pátria amada, por quem transbordamos de amor, damos "Vivas" a ti!
Brasil, que a bandeira estrelada que tu exibes com orgulho seja símbolo de amor eterno e suas cores verde e amarela digam "Temos Glória no passado e ansiamos pela Paz futura".
Mas se para a guerra tu ergues a arma forte da justiça, verás que um filho teu não foge à luta e quem te adora não teme nem mesmo a própria morte.
Entre outras mil terras, tu és adorada, ó Pátria amada, meu Brasil!
Tu és, Pátria amada, a mãe generosa dos filhos deste solo.
................................... Copyright Fabbio Cortez O poeta Fabbio Cortez foi selecionado para integrar a I Antologia de Poetas Lusófonos, da Folheto Edições e Design, de Portugal. É com prazer que registro aqui sua primeira publicação internacional. E ele ainda nem sabe, acreditem ou não. Na verdade, eu é que estou postando já há algum tempo neste blog e enviando seu material, vez ou outra, a concursos poéticos, haja vista seu simpático TAG (TRANSTORNO DE ANSIEDADE). Abraço! Valéria Cortez (esposa e secretária)
Escrito por Fabbio Cortez às 19h16
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ILESO
I
a casa caiu
e eu estava dentro da rua
ainda bem
II
a rua ruiu
e eu estava fora de mim
ainda
Fabbio Cortez, in "Público Cativo" - Oficina Editores, 2007
Escrito por Fabbio Cortez às 10h53
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Como bons patriotas, é importante compreendermos corretamente a letra do hino de nosso país. O amor genuíno a nosso próprio país ajuda-nos em nossa autoestima! | | | Pequeno Estudo sobre o Hino Nacional Brasileiro - 1ª parte
(Direitos reservados - solicita-se citar a autoria de Fabbio Cortez e a fonte caso queira copiar o texto) ............... Sumário
Introdução Autoria do hino Primeiro passo: o hino em estrutura de poema Segundo passo: a letra aberta Terceiro passo: a interpretação Quarto passo: o entendimento simplificado do texto
............... Introdução
Vanusa fez-nos um grande favor: despertou-nos. De fato, passar por um constrangimento semelhante somente estando sob efeito de fortes medicamentos ou para lá da Teerã dos níveis etílicos admissíveis. Mas veja: aquela cantora (profissional) abriu-nos os olhos. Ou os ouvidos. A questão é que o Hino Nacional do Brasil parece ser um desafio para nosso povo. Pelo que se percebe, poucas pessoas o compreendem, haja vista as inversões de termos oracionais e algumas palavras em desuso. Acabamos, por causa disso – quando encontramos oportunidade de fazê-lo – cantando-o mecanicamente. Um trá-lá-lá irrefletido e frouxo; puxa, falta de civismo! Portanto, mesmo sabendo haver outros trabalhos do tipo, resolvi despretensiosamente também escarafunchar a letra da obra e, após exame algo criterioso, pequena investigação histórica e desdobramento dos versos, disseminar, de modo mais sucinto e claro possível, as conclusões a que cheguei. Meu interesse estrito é o de tentar contribuir, ainda que de forma mínima, para que não venha totalmente à ruína o patriotismo tão abalado em nosso país, pois tenho desde sempre me amofinado pelo "orgulho" momentâneo – na realidade, a meu ver, pseudopatriotismo – vindo à tona somente em época de Copas do Mundo e eventos do tipo. Nada contra o esporte, isso é bom e tem de ser assim mesmo, mas só ter sentimento cívico nesses momentos, convenhamos, não é admissível.
Bem, vamos lá: para nos facilitar, separei o trabalho em quatro breves passos, a saber: 1) A letra do hino em estrutura de poema (tal qual o conhecemos); 2) A letra aberta (sem versificação, mas separada em suas estrofes originais), com as principais marcações a serem depois desenvolvidas; 3) A interpretação em si (bem veloz); e 4) O entendimento simplificado do poema. Espero sinceramente que, ao menos em algum ponto ou outro, o presente opúsculo lhe seja proveitoso.
...................... Autoria do hino
A música, composta em 1822, é de Francisco Manuel da Silva (Rio de Janeiro/RJ, 1795 – Rio de Janeiro/RJ, 1865), que foi diretor musical da Capela Real, compositor, maestro, professor, posteriormente mestre-de-capela da Imperial Câmara, além de fundador do Conservatório do Rio de Janeiro, atual Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Tentou-se adaptar algumas outras letras à melodia estabelecida, mas a atual – e definitiva – , escolhida por meio de concurso em 1909, é de Joaquim Osório Duque-Estrada (Pati do Alferes/RJ, 1870 – Rio de Janeiro/RJ, 1927), escritor, crítico literário, professor, jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL).
Note que o autor da letra nasceu cinco anos depois da morte do autor da música. O texto só foi oficializado como letra do Hino Nacional em 6 de setembro de 1922, véspera do Centenário da Independência, por Decreto do então presidente Epitácio Pessoa.
...................... Primeiro passo: o hino em estrutura de poema (tal qual o conhecemos)
1ª parte
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó Liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido, De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada Entre outras mil És tu, Brasil, Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo És mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
2ª parte
Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida Teus risonhos, lindos campos têm mais flores, "Nossos bosques têm mais vida", "Nossa vida" no teu seio "mais amores".
Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro dessa flâmula - Paz no futuro e glória no passado.
Mas se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada Entre outras mil És tu, Brasil, Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo És mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
...................... Segundo passo: a letra aberta (sem versificação, mas separada em suas estrofes), com as principais marcações a serem depois desenvolvidas
I Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heroico o brado retumbante, e o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da Pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braço forte, em teu seio, ó Liberdade, desafia o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, idolatrada, salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança à terra desce, se em teu formoso céu, risonho e límpido, a imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido colosso, e o teu futuro espelha essa grandeza Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
II Deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo, fulguras, ó Brasil, florão da América, iluminado ao sol do Novo Mundo! Do que a terra mais garrida, teus risonhos, lindos campos têm mais flores; "Nossos bosques têm mais vida", "Nossa vida" no teu seio "mais amores". Ó Pátria amada, idolatrada, salve! Salve! Brasil, de amor eterno seja símbolo o lábaro que ostentas estrelado, e diga o verde-louro desta flâmula - Paz no futuro e glória no passado. Mas, se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta, nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada entre outras mil, és tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! (Continua) |
Escrito por Fabbio Cortez às 14h09
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Eis o que canta o consagrado goiano Gilberto Mendonça Teles a respeito do ato de criar, que, vocês sabem, é o próprio significado de "poíesis":
Criação
"O verbo nunca esteve no início dos grandes acontecimentos. No início estamos nós, sujeitos sem predicados, tímidos, embaraçados, às voltas com mil pequenos problemas de delicadezas, de tentativas e recuos, neste jogo que se improvisa à sombra do bem e do mal.
No início estão as reticências, este-querer-não-querendo, os meios-tons, a meia-luz, os interditos e as grandes hesitações que se iluminam e se apagam de repente.
No início não há memória nem sentença, apenas um jeito do coração enunciar que uma flor vai-se abrindo como um dia de festa, ou de verão.
No início ou no fim (tudo é finício) a gente se lembra de que está mesmo com Deus à espera de um grande acontecimento, mas nunca se dá conta de que é preciso ir roendo, roendo, roendo um osso duro de roer."
Escrito por Fabbio Cortez às 12h58
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Pô!... ética!
Escrito por Fabbio Cortez às 10h41
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Prezados amigos, fico extasiado quando ouço o poeta João Sebastião Ribeiro, ou melhor, Johann Sebastian Bach expor seus versos por meio de música da mais alta qualidade. Costumo dizer que em Bach (assim como em Chopin) não há possibilidade de notas que pudessem ser aperfeiçoadas. Em muita música por aí, devo-lhes declarar sem medo de errar, caberia lá um certo ajuste estético. Bem, mas lapidar o trabalho dos outros é fácil; duro mesmo é criar algo de categoria. E isso Johann fez. Sempre que puderem, ouçam Bach. E meditem. É mágico. Abaixo, algo sobre o autor, retirado do saite “Luteranos”, pois que o músico era, assim como este humilde versejador que lhes fala, convertido a YHWH por meio de Seu Messias, Jesus.
“Se existe um sobrenome ligado à música, ele se chama Bach. Desde Veit Bach, que no século XVI tocava cítara enquanto moía seus grãos, até 1685, quando nasceu Johann Sebastian, são contados 27 músicos Bach - de 33 homens nascidos com o nome. É, portanto, uma tradição respeitabílissima. A família Bach, notável pela tradição musical, teve dentre seus maiores músicos, Johann Sebastian, nascido em 21 de março de 1685. Foi seu pai, Johann Ambrosius Bach, quem o iniciou na música, ensinando-lhe a tocar violino, juntamente com seu tio Johann Cristoph, que lhe ensinou a tocar órgão. Desde muito cedo, Johann Sebastian Bach passou a cantar em coros, entrando assim no mundo musical. Sua mãe morreu quando tinha apenas nove anos de idade, e seu pai quando completava dez anos. Desde então, foi criado pelo irmão mais velho, Christoph, que trabalhava como organista em Ohrdruf, cidade onde passaria então a morar. Entrou na escola de São Miguel de Lünenburg aos quinze anos, onde cantaria no coro e teria ensino formal de música. Johann era um aluno notável, tanto que aos dezoito anos foi contratado, sem concurso, como organista da recém construída igreja de Arnstadt. Alguns anos depois, ausentou-se durante quatro meses para conhecer o célebre Buxtehude, à quem admirava muito. Por essa razão, perdeu seu emprego. Entretanto, não ficou muito tempo desempregado: foi logo admitido como organista em Mühlhausen. Em 1707, casou-se com sua prima, Maria Barbara. No mesmo ano, transferiu-se para a corte de Weimar, para trabalhar como organista, violinista e compositor. Ficou por lá até 1717, período esse cheio de conflitos com o duque - ambos, Bach e o nobre, tinham personalidades difíceis. Depois de Weimar, foi para Köthen, onde trabalhou para um príncipe mais amigável, Leopold d'Anhalt-Köthen. Foram cinco anos frutíferos. Como Leopold era calvinista, Bach não podia escrever música religiosa para o culto, ficando restrito à música instrumental - datam dessa época os Concertos de Brandenburgo, o Cravo bem temperado, a maior parte de sua música de câmara, as suítes orquestrais... Foi durante essa época que Bach ficou viúvo, casando-se em seguida com Anna Magdalena Wilcken, uma das cantoras da corte. Esse episódio fez com que ele voltasse a retomar a tradição religiosa da família. Dessa forma, em 1723, obteve o cargo de professor e diretor musical na Igreja de São Tomás, em Leipzig. A maior parte de suas cantatas foram compostas lá: as duas Paixões e a Missa em si menor. Em 1750, fica cego. Desesperado, tenta duas cirurgias com um charlatão inglês, John Taylor, mas elas só pioram sua situação: ao dia 28 de julho, morreu Johann Sebastian Bach. Sua obra ficou nas sombras até que, em 1829, Mendelssohn regeu a Paixão segundo São Mateus em Berlim. Bach não é considerado um renovador como Beethoven, Wagner ou Debussy, mas um grande consolidador de formas. Com exceção da ópera, ele trabalhou em todos os gêneros. Tem um estilo inconfundível. Bach tinha uma grande fé luterana e provou isso com inúmeras obras sacras. O destaque são suas mais de 200 cantatas, que compôs ao longo da vida. Entre as obras maiores, destacam-se o Oratório de Natal e as grandes paixões de São João e, principalmente, de São Mateus. Bach nunca teve à sua disposição uma grande orquestra. Mas, de acordo com suas possibilidades, escreveu verdadeiras obras-primas orquestrais. As mais conhecidas são as quatro suítes, com destaque para a segunda e a terceira (a da célebre Ária).”
Escrito por Fabbio Cortez às 10h36
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"A Poesia é que me faz!" é expressão registrada por Fabbio Cortez na Biblioteca Nacional.
Escrito por Fabbio Cortez às 09h32
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Lembro-me de pouco tempo atrás, ouvindo a nova música do doutor Carlos Eduardo de Almeida, com quem tenho algumas parcerias sonoras, ter-lhe dado a opinião de retirar da letra o trecho em que figurava o nome de Maiakóvski. Algo assim: “...como o poeta Maiakóvski me ensinou...” Disse-lhe que ninguém iria saber quem era o tal poeta. Creio ter errado na avaliação, pois paciência pra quem não busca alguma cultura! Bem, nem sei se meu amigo Carlos mudou a coisa, mas o fato é que hoje deixarei aqui apontado alguns versos do russo.
Ao iniciar sua autobiografia, “Eu mesmo”, Vladímir, nascido em 1893 ou 94, diz no “Tema”: “Sou poeta, e exatamente por isso é que sou interessante. É sobre isso que escrevo; sobre o resto só se foi defendido com a palavra.”
O poema a seguir é de 1918.
O poeta-operário
Grita-se ao poeta: “Queria te ver numa fábrica! O quê? Versos? Pura bobagem! Para trabalhar não tens coragem”. Talvez ninguém como nós ponha tanto coração no trabalho. Eu sou uma fábrica. E se chaminés me faltam talvez sem chaminés seja preciso ainda mais coragem. Sei. Frases vazias não agradam. Quando serrais madeira é para fazer lenha. E nós que somos senão entalhadores a esculpir a tora da cabeça humana? Certamente que a pesca é coisa respeitável. Atira-se a rede e quem sabe? Pega-se um esturjão! Mas o trabalho do poeta é muito mais difícil. Pescamos gente viva e não peixes. Penoso é trabalhar nos altos-fornos onde se tempera o ferro em brasa. Mas pode alguém acusar-nos de ociosos? Nós polimos as almas com a lixa do verso. Quem vale mais: o poeta ou o técnico que produz comodidades? Ambos! Os corações também são motores. A alma é poderosa força motriz. Somos iguais. Camaradas dentro da massa operária. Proletários do corpo e do espírito. Somente unidos, somente juntos remoçaremos o mundo, fá-lo-emos marchar num ritmo célere. Diante da vaga de palavras levantemos um dique! Mãos à obra! O trabalho é vivo e novo! Com os oradores vazios, fora! Moinho com eles! Com a água de seus discursos que façam mover-se a mó!
Escrito por Fabbio Cortez às 09h25
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É ventura,
poetas! Poesia é pura loucura;
escultura na leitura: pintura.
Da lonjura, a ruptura:
facetas da sonia, soltura da cura.
Então diga aí, Mestre Rimbaud!
"O poeta faz-se vendo através de um longo, imenso e sensato desregramento de todos os sentidos"
Grande Arthur, humildemente agradeço pela importante contribuição aqui no P.etc. Sinto-me honrado!
Escrito por Fabbio Cortez às 23h18
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Drummond comenta que “Os viventes”, de Carlos Nejar, “nos dá um belo exemplo de permanência e invenção contínua”.
Nejar é autor premiadíssmo e imortal da Academia Brasileira de Letras. Ah! e pai de Fabrício Carpinejar.
Experimentemos um pouco dos versos do livro em questão, falando de Camões:
Luiz Vaz de Camões
Não sou um tempo
ou uma cidade extinta.
Civilizei a língua
e foi reposta em cada verso.
E à fome, condenaram-me
os perversos e alguns
dos poderosos. Amei
a pátria injustamente
cega, como eu, num
dos olhos. E não pôde
ver-me enquanto vivo.
Regressarei a ela
com os ossos de meu sonho
precavido? E o idioma
não passa de um poema
salvo da espuma
e igual a mim, bebido
pelo sol de um país
que me desterra. E agora
me ergue no Convento
dos Jerônimos o túmulo,
quando não morri.
Não morrerei, não
quero mais morrer.
Nem sou cativo ou mendigo
de uma pátria. Mas de língua
que me conhece e espera.
E a razão que não me dais,
eu crio. Jamais pensei
ser pai de tantos filhos.
(in “Os Viventes” – Rio de Janeiro, 1979 – Nova Fronteira)
Escrito por Fabbio Cortez às 11h00
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Diretamente de uma lan-house suburbana a nerudiar nessa noite de terça, aguardo minha filhinha, que está no teatro tendo aula de balé. Um pouco de cultura diferente da costumeira dos nossos brasis, pois vá lá que nem se sofra muito por aí com os versos que seguirão, por causa do futebol, do carnaval, do pagode, essas coisas... Não que sejam ruins, só não quero é que me obriguem a gostar, assim como não obrigo ninguém a gostar de poesia, música erudita e tal. Tinha de estar agora lá na europa respirando cultura elaborada. Bem, já que não é possível neste momento, ao menos viajemos na mágica palavra do Chile (que, aqui pra nós, lembra um pouco o velho mundo...)
Eis o que diz o nobre Neftali, que confessa que viveu:
"Posso escrever os versos mais tristes esta noite. Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada, e tiritam, azuis, os astros lá ao longe". O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite. Eu amei-a e por vezes ela também me amou. Em noites como esta tive-a em meus braços. Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela amou-me, por vezes eu também a amava. Como não ter amado os seus grandes olhos fixos. Posso escrever os versos mais tristes esta noite. Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela. E o verso cai na alma como no pasto o orvalho. Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la. A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta tive-a em meus braços, a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa, e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."
Escrito por Fabbio Cortez às 17h35
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Muito importante a iniciativa da escritora, dramaturga, poeta etc. Leila Míccolis, juntamente a Uhracy Faustino, ao firmar na literatura contemporânea os versos de novos autores, rol em que humildemente me incluo.
É grande honra para mim, por exemplo, participar de uma antologia em que o “imortal” Lêdo Ivo é convidado especial. Visite www.blocosonline.com.br e faça uma viagem bacana por entre as letras.
Para quem não sabe, Lêdo Ivo é jornalista, poeta, romancista, contista, cronista e ensaísta e foi eleito em 13 de novembro de 1986 para a Cadeira n° 10 da Academia Brasileira de Letras. Eis a seguir uns versos do consagrado poeta:
Descoberta Do Inefável A Lêda
Sem o sublime, que é o poeta? Sem o inefável, como pode louvar, não traindo a si mesmo, a plena e estranha juventude da moça a quem ama? Que é o poeta, que imita as marés, sem adquirir com o tempo uma serenidade de coisa sempre nua como se as estrelas estivessem caminhando governadas pelo seu riso e seus braços agitassem as árvores feridas pelo clarão da lua?
Sem que seu canto suba até os céus, sufocante música da terra, que é o poeta? Libertado estou quando canto. E quero que minha respiração oriente a vontade das nuvens e meu pensamento de amor se misture ao horizonte. Cantando, quero outubro, gosto de lágrima, salsugem, no instante anterior ao despertar, folha voando.
Sem o inefável, que dura sempre, sem permanecer, como conseguirei louvar essa moça a quem amo e que nasce em minha lembrança plena como a noite e triunfante como uma rosa que durasse eternamente e não se limitasse à glória de um dia? Sem o inefável, que valoriza as mãos e faz o Amor voar, não poderei descer de repente ao inferno de seu corpo nu.
O sobrenatural ainda existe. E não seremos nós que alteraremos a indizível ordem das coisas com as nossas mãos que poderão ficar imóveis em pleno amor, diante do corpo amado.
É inútil pensar que os anjos morreram ou se despaisaram, buscando outros lugares. Eles ainda estão, unidade admirável do Dia e da Noite, entre as nuvens e as casas em que moramos.
Repentinamente, as vozes da infância nos chamam para a feérica viagem e lembram que podemos fugir para o longe guardado ainda no sempre. Então, nossas necessidades não se reduzem apenas a comer, dormir e amar. Temos necessidade de anjos, para ser homens. Temos necessidade de anjos, para ser poetas.
Vem, incontável música, e anuncia (ao poeta e ao homem, humilde unidade) a ressurreição diária dos anjos. Restaura em mim a certeza de que a folha voando é seu indomável divertimento pois às vezes sinto que meu primeiro verso foi murmurado talvez sem que eu soubesse, por um anjo perturbado com o meu ar desesperado de papel em branco.
Não é a manhã, depositando a semente de alegria no coração dos homens. Não é a vida, cântico triunfal descendo sobre as almas. Não é o poeta, subindo pelos andaimes de carne da lembrança de uma mulher.
São os anjos, que vieram ligar-nos mais uma vez à ordem eterna e, à anunciação. Não nos libertaremos jamais desses anjos feitos de terra e mar, celestes criaturas que deixam cair em nós o sol da harmonia.
É inútil matar os anjos. Eles são invisíveis e traiçoeiros. De repente, quando nos sentimos seguros, já não somos os consumidores de instantes, e estamos entre o Dia e a Noite, no umbral de uma eternidade vigiada pelos anjos.
Escrito por Fabbio Cortez às 12h49
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É, em setembro estaremos na Bienal Internacional do Livro, no estande da APPERJ/Oficina Editores, tudo comandado pelo competente Sérgio Gerônimo. Espero que sejam momentos inesquecíveis, haja vista eu sempre ter prestigiado o evento e jamais ter imaginado que um dia participaria daquilo, com crachá e tudo. Bacana isso, estou contente de poder lançar meu humilde livro (meu primeiro!) lá no Rio-Centro. Deixo registrado mais uma vez meus agradecimentos especiais ao poeta Merivaldo Pinheiro pela ajuda e orientação. Grande amigo.
Escrito por Fabbio Cortez às 13h12
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Quero deixar aqui registrado minhas impressões positivas sobre a poesia de Mão Branca, escritor de Brasília que é só pancadaria sócio-intelectual. O cara tem uma porção de e-books interessantes, com poesia fluente, muito show. Seu último livro publicado chama-se "Dois Dias Depois". Leia-o em "bardoescritor.blogspot.com"
Escrito por Fabbio Cortez às 14h58
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Gabriel nasceu! O garotão pôs a cara no mundo em 11 de março, mas o registrei no dia 14, que é o "Dia da Poesia". Tinha de ser por essa época mesmo, pois, assim como o é Marianna, Fabbio Gabriel é poesia de Deus pra nós.
Escrito por Fabbio Cortez às 08h49
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Olha, essa coisa de blog é muito interessante. Acho que ninguém pode agora dizer que está sozinho e tal, pois, como o espaço bloguista funciona meio como um diário - do tipo que os adolescentes usavam pouco tempo atrás -, é possível a quase todas as pessoas transbordarem seus pensamentos na tela. Vamos lá, mesmo que ninguém nos leia, o negócio de ter um espaço deste já é legal. Eu por exemplo, mesmo que concorra no futuro ao Guiness como o blog menos lido do mundo, com sinceridade não me importo: converso comigo mesmo, poeto um pouco, deságuo o inconsciente e por aí vai - blogar de vez em quando é uma verdadeira terapia.
Escrito por Fabbio Cortez às 12h29
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Uma novidade bacana: participarei da XIII Bienal Internacional do Livro em setembro, lá no Rio Centro. Isso graças à abertura dada pela presidência da APPERJ, que o poeta-editor Sérgio Gerônimo exerce tão bem. Como publicarei meu livro com a Oficina Editores, que é vinculada de certa forma àquela associação, pude ser cooperativista para a Bienal e, ainda, terei a oportunidade de lançar meu livro no importante evento. Tô vibrando.
A Poesia é que me faz
Escrito por Fabbio Cortez às 12h13
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Embora todas as mitologias sejam um conglomerado de mentiras - em que, diga-se de passagem, incrivelmente, muitos povos creu e, engraçado, alguns continuam crendo - elas não deixam de ser interessantes e, digo, até importante, visto que nessa viagem pode-se embasar muitas das personificações de estados mentais e idiossincrasias. Por isso me interesso lá um pouco por essa doideira, principalmente a formidável mitologia greco-latina.
Hesíodo é um dos poetas que balisam essa "es"tória toda com sua Teogonia. Veja:
A Teogonia de Hesíodo
Hesíodo entrelaça e enriquece os mitos traçando uma genealogia sistemática das divindades. A idéia de que seres individuais constituem o universo e estão vinculados por sucessivas procriações deriva da Teogonia. Nesta obra, há um esforço de pensamento racional que é sustentado pela causalidade e isto abrirá caminho para cosmogonias filosóficas posteriores. Primeiro teve origem o Caos, em seguida a Terra e o Amor (Eros), que é o criador de toda a vida. De Caos surge a sombra, constituída em um par: Érebo e a Noite. Da sombra, também surge um outro par: o Éter e a Luz (do dia). Terra dará nascimento ao céu, às montanhas e ao mar. Em seguida, é apresentado o nascimento dos filhos da luz, dos filhos da sombra e da descendência da Terra até o momento do nascimento de Zeus e de seu triunfo sobre seu pai, Cronos. A Teogonia enumera três gerações de deuses: a do Céu, a de Cronos e a de Zeus (esta geração é a dos olímpicos).
Fonte: wikipédia
Escrito por Fabbio Cortez às 13h53
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Mergulhado no tempo inverso, larguei de mão o blog por uns meses; mas eis-me: estou vivo: eu e minha amiga Poesia. Devo lançar meu primeiro livro por estes meses - o negócio está meio complicado: fevereiro, carnaval; março, meu filho nasce, e com a cesária de minha mulher, quarentena e tal, vai ficar meio difícil; abril também; maio: festinha de sete anos de minha filha. Estou vendo que o evento (humilde) deve ocorrer lá pra junho mesmo, sei lá. Bom, pelo menos já está meio caminho andado. O livro deve ser editado no máximo agora em fevereiro.
Escrito por Fabbio Cortez às 20h13
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A Poesia é que me faz!
Escrito por Fabbio Cortez às 13h28
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Visite a antologia digital Saciedade dos Poetas Vivos - Vol.1, organizada por Leila Míccolis e Urhacy Faustino.
É uma honra pra mim participar de tão importante trabalho.
www.blocosonline.com.br
Categoria: Artigos
Escrito por Fabbio Cortez às 11h17
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Estou novamente na Nobel do Nova América, agora com minha esposa, Valéria; minha Filha, Marianna; Minha mãe, Shirley; e minha tia e segunda mãe, Wilma. Comemoramos hoje meu 37º aniversário aqui entre os livros, meu habitat natural.
Escrito por Fabbio Cortez às 14h45
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A seguir, uns versos dos mais conhecidos de Vicícius, mas que vale a pena sempre lembrar. Vida de poeta geralmente é assim: arte de ser notívago e de ser contrário mesmo que se esteja no caminho correto. "Poética" encerra isso de forma magistral:
De manhã escureço De dia tardo De tarde anoiteço De noite ardo.
A oeste a morte Contra quem vivo Do sul cativo O este é meu norte.
Outros que contem Passo por passo: Eu morro ontem
Nasço amanhã Ando onde há espaço: - Meu tempo é quando.
Poesia Completa e Prosa - Rio - Nova Aguilar, 1976.
Escrito por Fabbio Cortez às 12h45
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O que dizer da poesia especial de Renato Manfredini, o Renato Russo, da Legião Urbana? Para mim, genial, de profundidade e beleza ímpares. A despeito de julgamentos gerais a respeito de como vivia sua vida particular, imagino o que Renato estaria criando se ainda vivesse. Realmente uma pena não estar mais entre nós!
"Quando penso em alguém, só penso em você; aí então estamos bem".
Escrito por Fabbio Cortez às 09h40
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Chopin é pura poesia!
Aí, poetas do interessante e louco mundo, fica difícil pra mim falar sobre poesia sem lembrar da figura de Chopin. O camarada poetizou como ninguém por meio de suas notas irretocáveis. Não é possível fazer o que Chopin fez sem ser deveras um gênio maior; sua obra é simplesmente sensacional, e olha que o cara só viveu 39 anos. Paulo Alvez, pianista e amigo-irmão meu, sempre comenta a sensibilidade absurda deste polaco-francês ímpar, que deixou seu nome marcado na História. Lembro-me da vez em que fomos, Paulo, minha caríssima tia Wilma, Valéria (minha esposa) e eu, assistir ao recital do renomadíssimo Nelson Freire no Teatro Municipal executando obras de Chopin. Momento raro, já que Nelson pouco vem ao Brasil. Viajamos naquele som poético (ou poesia sonora), extasiados de cultura e bom gosto. Não parávamos de gritar "bravo! bravo" ao final de cada peça. Dali, um café expresso e depois uma esticada à casa de nosso pianista Alvez, para ouvir mais Chopin.
Escrito por Fabbio Cortez às 08h48
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Olhe, eu não sei se acontece freqüentemente com os escritores em geral, com os experientes, consagrados - deve acontecer -, mas há momentos que eu sinto tanta preguiça de escrever que chego a me assustar: caramba, como é que procurarei respeitabilidade como escritor se sou um preguiçoso profissional? mas preguiçoso no bom sentido (se é que existe isso...), pois que trabalho às pampas como servidor público (não confundir preguiça com vagabundagem total...) A questão está no objetivo, na canalização das forças para o trabalho profícuo - como fazer para que haja frutos efetivos. Fico imaginando os romancistas de renome, os autores de best-sellers, como é que esses camaradas fazem? devem digitar horas a fio, sem parar; e a fluência de idéias? como conseguem concatenar o que têm a dizer? fazem brotar quatrocentas, quinhentas páginas assim, de supetão... Acho-os uns super-homens e supermulheres (aproveito o ensejo aqui pra homenagear os grandes escritores). Será que um dia chego lá? Bom, sei escrever moderadamente bem (pelo menos direitinho), algumas idéias surgem vez em quando na minha cabeça de doido, mas, gente, e a disposição para escrever?... eta preguicite terrível!
A despeito das dificuldades de percurso, fechei meu segundo livro e registrei-o. Trabalho agora na terceira empreitada. O negócio é esse, não parar, mesmo quando a vontade que a gente sente mesmo é de dormir direto. De qualquer forma, quando você começa a encarar qualquer tarefa profissionalmente, a coisa anda, e algo acontece, mesmo que seja uma pequena mudança para melhor. Um degrau que se suba rumo ao sucesso (sucesso pode ter várias acepções...) já é importante, é sinal de que se está em movimento, vivo.
Abraço geral!
Escrito por Fabbio Cortez às 14h08
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Nessa hora de dever comprido... ops! digo cumprido (rsss), após trabalho intenso, bom darmos uma nerudiada de alguma forma. Não transcreverei versos do chileno Neftali não, só deixo essa foto do poeta recebendo seu prêmio Nobel em 1971. Esse é o cara! Neruda brincou de ser bom. Palmas para o Chile!
Escrito por Fabbio Cortez às 15h26
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T.S. Eliot
Eis-me escrevendo estas linhas aqui na Nobel do shopping Nova América - Rio. Acompanham-me nesta tarde dois bons amigos: João Fernandes, grande ser pensante, formado nas Leis, simpatia pura, e o incomparável e solidário poeta Merivaldo Pinheiro, paraense-carioca, amigo de fé. De um formidável meio-expediente presenteado por nossa labuta incessante, viemos pra cá (obviamente depois da permissão de nossas prezadíssimas mulheres, namoradas, etc... rsss). Enchemos a cara de sashimis, kanis e outras iguarias cruas e agora viemos tomar um café expresso nesta agradável livraria.
Inspirado neste momento bacana, eis que dissemino a seguir uns versos do extraordinário estadunidense Thomas Stearns Eliot, de Missouri - é, amigos, nada mais nada menos que o consagradíssimo T.S. Eliot. Vai primeiro em inglês; logo após, a bela tradução de Ivan Junqueira. Vai em homenagem à Poesia Universal e às nossas amadas:
SONG
The moonflower opens to the moth,
The mist crawls in from sea;
A great white bird, a snowy owl,
Slips from the alder tree.
Whiter the flowers, Love, you hold,
Than the white mist on the sea;
Have you no brighter tropic flowers
With scarlet life, for me?
CANÇÃO
A boa-noite se abre à mariposa,
A neblina de rastros vem do mar;
Uma ave branca e uma nívea coruja
Do amieiro se desgarram devagar.
Trazes nas mãos, Amor, flores mais brancas
Do que a branca neblina sobre o mar;
Não terás flores tropicais mais vivas
E de alma em fogo para me entregar?
(de POEMAS ESCRITOS NA PRIMEIRA JUVENTUDE - OBRA COMPLETA - tradução, introdução e notas de Ivan Junqueira
- São Paulo - ARX, 2004)
Escrito por Fabbio Cortez às 16h40
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Olhem, no Brasil é no mínimo meio estranho falar em poesia. Às vezes me sinto como se estivesse afrontando alguém. A maioria das pessoas, o povão mesmo, vive tentando arranjar o pão diário a dar aos seus, no corre-corre enlouquecido pela sobrevivência. O pouco que se lê pelas bancas são as chamadas dos jornais e revistas sensacionalistas, as infinitas notícias sobre corrupção, violência, ah, e as coisas fúteis que forçam goela abaixo da população. E o pior: isso acaba se tornando importante, haja vista a falta de cultura e a alienação quase generalizadas. É a inegável "vitória da mediocridade", como li não sei onde dia desses, é o caos brotado do vazio de muita gente inescrupulosa que só tem o dinheiro e a mídia como objetivo na vida. Como é possível ainda falar de poesia num país em que sensibilidade é vista como assunto de mulher? Mas não importa: faremos o impossível; ralaremos nossa cara pálida no asfalto até nos ouvirem. Ah, e se não ouvirem orelhas adentro, captar-nos-ão telepaticamente então.
A questão é que até os medíocres estão vivendo poesia, só que não sabem. Pois poesia é também a estapafúrdia morte de adolescentes estampada com todas as cores que o sangue pode ter no diário "Povo"; é também o que se tem feito na política ou encenado na mídia desgovernada. A poesia, portanto, não tem de ser piegas, cheia de melosidades, ou, mesmo se de qualidade, somente romântica; pode ser, e até tem de certa forma a obrigação de ser hoje denunciativa, gritativa dos apertos covardes. É hora de se levantar a poesia no Brasil! e pô-la no lugar que merece estar.
Vamos lá, poetas, gritemos! se um único louco nos ouvir já teremos sido vitoriosos.
Abraço geral!
Escrito por Fabbio Cortez às 07h47
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Aos amantes da Arte, especialmente da Literatura, uma novidade bacana: Leila Míccolis e Urhacy Faustino, do fundamental site Blocos on Line, criaram um blog onde podemos conhecer um pouco mais sobre os seres humanos especiais e transparentes que são. Vejo-os como amigos sinceros de uma pessoa especial e meio esquecida no Brasil chamada Cultura. Há pessoas escolhidas por Deus para distribuir bom gosto e sensibilidade por onde passam. Visitem-nos em blogblocosonline.zip.net. Agradeço ao poeta, contista e educador Merivaldo Pinheiro ter-me apresentado ao Blocos de Leila e Urhacy.
Escrito por Fabbio Cortez às 10h56
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Publicar um livro pra mim é desejo antigo. Qualquer hora dessas, o primeiro sai, não perco as esperanças... bem, pelo menos o bicho já está pronto, registrado, falta agora o destino aproximar-se de mim, é... o futuro solidário fazer-me uma visita. Tenho escrito há muito tempo, mas somente agora, em 2005, comecei a levar a "brincadeira" a sério. Já trabalho no segundo, estou quase fechando. É verdadeiro prazer assistir às palavras falando comigo; sim, porque na verdade são elas que dizem o que devemos fazer. Poesia-poesia, sentimento-verdade-humildade-tudo, é muito bom viver com essa visão ampla que a poesia quer nos proporcionar!
Escrito por Fabbio Cortez às 08h41
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Gente, poesia é muito mais do que às vezes pensamos. Na realidade, ela pode ir - e o faz - além do que não concebemos conscientemente. A Poesia, se quiser, tem poder para jogar com os dois lados do cérebro, fazendo-os entrar em contato. No subconsciente a poesia se sente à vontade. Viajemos, então, na insanidade sã que todo poeta conhece intuitivamente.
A seguir, uns versos meus:
O PÊNDULO
viagem fincada em cidade sem rua
verdade obscura
suor na friagem:
paradoxo tu e eu meu amor-ódio-sono
café com sal bacalhau com açúcar
a poesia nos escreve com o nada
dissolve encarcerada o quase
tudo que se comunica de silêncio
minha cara cerviz de pedra vaporosa exije
de mim um verso branco-escuro
vá lá que seja um dois um somente muitos
não me deixes parar nessa força tênue
nem correr demais: desfaze
faze minha morte vital vida
mortal nos teus seios quadris
obviedades raras
estraçalham-me as veias na velocidade
do teu sangue compõe-me
num ritmo inebriantemente lento
morre-te-nos
não penses calcula
esquece os contra-efeitos lembra-te
de mim no canto ensolarado
ilhado do teu nebuloso córtex
canta com teus poros que eu suo de ti
e me esvaio por teu corpo inexistente
não me deixes ficar calado
tampa minha boca
com o beijo dum dialeto esquecido
ou dum boato santo
Escrito por Fabbio Cortez às 10h33
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Visite-me também no www.blocosonline.com.br, site criado e magistralmente administrado pelos consagrados Leila Míccolis e Urhacy Faustino. Entre em "Literatura" - "Poesia" - "Enciclopédia Virtual Blocos de Poesia Brasileira". Aí procure por meu nome.
BLOCOS é considerado pela UNESCO um dos sites mais importantes do mundo.
Escrito por Fabbio Cortez às 08h59
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Fabbio Cortez

É um prazer imenso receber sua visita!
Escrito por Fabbio Cortez às 15h12
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Amigos poetas, os que escrevem ou não, dêem uma parada e vejam a palavra profunda e sempre inteligente de Fabrício Carpinejar:
O riacho é um cavalo líquido,
a pedra é uma cavalo preso.
As borboletas são flores com abelhas dentro.
Liberdade é apenas mudar a forma,
o que não diminui a solidão do nascimento.
(Como no céu e Livro de visitas – Bertrand Brasil)
Alimentarmo-nos de belezas assim só faz bem, pois que nutre a alma e invariavelmente, de súbito, faz com que meditemos sobre nossa vida.
Abraços, versos e paz!
Escrito por Fabbio Cortez às 20h25
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Espaço criado por Fabbio Cortez

Lygia Fagundes Telles
Numa entrevista, pediram à laureada contista e romancista (e membro da ABL) Lygia Fagundes Telles que definisse o que afinal significava ser escritor. Ela respondeu: "Creio que a função do escritor é a de ser testemunha do seu tempo e da sua sociedade. Escrever por aqueles que não podem escrever. Falar por aqueles que muitas vezes esperam ouvir da nossa boca a palavra que gostariam de dizer". (Em Estudos de Literatura Brasileira, de Douglas Tufano, Ed. Moderna – 3ªed.)
A poesia também pode e deve ratificar em si essa missão, como alguns autores há muito têm feito com maestria, pois puquíssimos no Brasil têm a possibilidade de gritar e ser ouvido ante suas necessidades. Como ter força de palavra se não há disseminação de alimento cultural? Os poetas precisam cantar por seu povo, ser seu intérprete afinado. O poeta pode ser muito mais que simples tecelão de versos líricos; a Poesia deseja desencadear beleza da feiúra e riqueza de valores incorruptíveis da carência covarde e egocêntrica da religião capitalista.
Escrito por Fabbio Cortez às 13h47
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Prezados amigos,
Talvez estas nuvens escuras traduzam um pouco do que sinto neste dia de chumbo (peso e cor)
(oh! a famigerada e tão sofridamente necessária segunda-feira...)
Escrito por Fabbio Cortez às 10h29
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Para nosso deleite, um poema que tem tudo a ver com o que temos exposto neste blog até aqui, do consagrado Ferreira Gullar:
TRADUZIR-SE
Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo.
uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.
Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem.
Traduzir-se uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - será arte?
Categoria: Poemas
Escrito por Fabbio Cortez às 12h03
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Espaço criado por Fabbio Cortez
LER POESIA: PRAZER E UTILIDADE?
Andam dizendo Brasil afora que poesia não é viável para o mercado editorial. Por que será que isso acontece? a questão estaria no nível de prazer que uma composição ou livro pode proporcionar ao leitor? Quando procuramos por um obra, pensamos alcançar um objetivo específico. Os livros de auto-ajuda estão vendendo sem parar e cada vez mais surgem títulos novos no mercado, obviamente porque nesta vida moderna, em meio ao corre-corre alucinado a que estamos submetidos, todo mundo precisa de algum auxílio.
Pois bem, o que um livro de poesia pode então proporcionar para fazer com que alguém tire lá seus 15, 20 ou 30 reais da carteira para adquiri-lo sem sentir dor de bolso, sem sentir-se culpado? Veja bem, não estou aqui falando dos menos favorecidos, que não têm nem o que comer; aí já é outra conversa e até matéria de estudo e de desenvolvimento de mais poética social. Estou falando de muita gente que, por exemplo, vive comprando CDs recheados de poesia. É. Quando dizemos que tal composição da MPB é de qualidade é porque geralmente esta é toda formada de poesia. Se, afinal, o negócio é bom, vende.
Um grande problema está no fato de as pessoas acharem não ter tempo de pôr a cabeça para funcionar nuns versos ou mesmo não quererem fazê-lo. A música já está meio pronta, a gente não precisa pensar muito, é só relaxar... Já a poesia... aí são outros detalhes que precisam ser acertados antes com nosso eu-interior; tem de se querer viajar no pensamento, fazer valer essa viagem com momentos especiais, sem teorizar muito, apreciando a paisagem intuitivamente. Se intelectualizarmos demais vira uma chatice, pelo menos para o povo comum. Isso é assunto para os acadêmicos – assunto importante, diga-se de passagem, não o devemos negar -, mas penso que seja mais importante comprometer-nos com a exteriorização do mundo desconhecido do poeta e saber adaptá-la à nossa vida. Assim, quem sabe, afinal de contas, a poesia nos seja útil. Devemos ler com calma todos os versos que nos forem apresentados, fabricando o tempo necessário, parando-o se for necessário, nos perguntando o que podemos apreender com o que a Poesia falou por meio dos poetas.
Versos e abraços sem fim!
Escrito por Fabbio Cortez às 08h18
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Afinal de contas, devemos poetizar, poemar ou poetar?
Mulher que faz versos é poeta ou poetisa? (não confunda com "poetiza": ele ou ela poetiza, do verbo poetizar).
Meus caros, como diria aquele autor consagradíssimo que vende livro de auto-ajuda pra caramba (esqueci o nome do homem, perdoem-me): "o sucesso é ser feliz". E o que digo: deixemos as polêmicas para quando estivermos tristes - neste instante estou em alto astral.
Prefiro agora poetar e sinto-me um versejador (sem pejorativo) nesta livraria de shopping.
Inté!
Escrito por Fabbio Cortez às 20h48
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A seguir, um pouco de Drummond cantando um de seus temas principais, o tempo. O mineiro Carlos Drummond de Andrade é considerado por muitos a maior personalidade poética do Brasil.
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Escrito por Fabbio Cortez às 13h42
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8.
Caros amigos, uma pequena observação: caso queiram ler as poesias sem que precisem passar pelos comentários e artigos, saibam que padronizei transcrevê-las na cor preta.
Abraços poéticos!
Escrito por Fabbio Cortez às 14h26
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Espaço criado por Fabbio Cortez
7.
Sobre nossa pequena liberdade
Penso que a liberdade seja um dos maiores bens que o ser humano pode possuir. E, como ninguém nessa vida consegue ser totalmente livre, por estarmos sempre ligados à família e suas necessidades - muitas vezes não as nossas mesmas necessidades -, assim como às normas sociais, às leis etc., prezo tanto a possibilidade de podermos ao menos escrever versos da maneira que nos vêm à cabeça; não à maneira surrealista - embora possam até ser -, mas de modo a não nos prender demasiadamente à gramática ou a influências deste ou daquele estilo literário. Sabemos que as regras servem mais para balizar os idiomas para que não se esvaiam e se misturem a ponto de perder sua identidade, do que para "trancar" nossa criatividade. Assim como as divisões de tempo estilístico são necessárias efetivamente para facilitar o estudo das literaturas e não para fundir nossa cabeça. Por isso aprecio a licença poética e incentivo amigos a escrever seja como for; além do fato de que escrever pode ser uma terapia antiestresse muito agradável, e quase todo mundo anda precisando relaxar neste mundo cão.
Escrito por Fabbio Cortez às 13h33
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6.
Para os amigos que não conhecem, soneto é um tipo de poema de forma fixa que, embora antigo, hoje ainda é reverenciado por grandes poetas. É composto de quatorze versos, sendo dois quartetos (quatro versos) e dois tercetos (três versos). A distribuição das rimas às vezes variam; e hoje em dia muitos poetas nem se preocupam com elas.
Existem sonetos imprescindíveis, coisa de primeira linha, como o seguinte, da importante poeta portuguesa Florbela Espanca (1894-1930):
AMAR
“Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
mais este e aquele, o outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disse que se pode amar alguém
durante a vida inteira é porque mente.
Há uma primavera em cada vida:
é preciso cantá-la assim florida,
pois se Deus nos deu voz foi pra cantar.
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
que seja a minha noite uma alvorada,
que me saiba perder... pra me encontrar...”

Há poetas, como o contemporâneo Glauco Mattoso, que dispensam quaisquer justificativas. Em "Pegadas Noturnas" (Lamparina Editora - 2004), ele constrói com versos decassílabos (dez sílabas poéticas) vários sonetos assim de forma fixa, entretanto levando-nos com sua inteligência poética a uma viagem paradoxal, doida, quebrando a barreira da conformidade, da tradição. Eis a seguir um de seus "dissonetos barrockistas", que diz respeito ao plágio:
CASEIRO
"Poema é como um plágio involuntário,
evoca alguma coisa que foi dita
sem ter na consciência que repita
chavões tradicionais do adagiário.
Se digo que sou falso plagiário,
ninguém na panelinha me acredita.
Mas, se parafraseio alguma cita,
daquilo já me julgam proprietário.
Idéia não tem dono, só inquilino.
Se existe estelionato do intelecto,
na lei do inquilinato me vacino.
Já residi num prédio de concreto.
Morei também num mote fescenino,
mas hoje não motejo, só soneto."
Concordo com o grande Millôr quando fala de Glauco no JB (o que, aliás, está na orelha do livro citado):
"(...) Cada palavra de Glauco Mattoso é uma reverberação. Não há como ultrapassá-lo."
Grande abraço poético!
Escrito por Fabbio Cortez às 13h24
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5.
Agradeço ao amigo Carlos Asicq, que está preparando seu primeiro livro, por seu comentário benévolo (enfim este escritor fluente decidiu pensar numa publicação!) Trancrevo a seguir o que Asicq escreveu. Não o faço por jactância, mas por ter ele entendido de pronto meu intuito neste poema de trazer o leitor pra rua, de soltá-lo sozinho na cidade enlouquecida, a meditar sobre as muitas possibilidades, ou sobre a falta delas.
"(...) falar de coisas complexas não de maneira simplória, mas com uma simplicidade que nos faz ver naquilo que transcende a possibilidade de interagir;com o aparente, com o concreto, com a fantasia e, por fim, nada além que a reflexão motivadora de uma agradável poesia, mesmo se a sua intenção for me deixar no meio da rua, conjecturando-me ante os sinais, placas e transeuntes."
Escrito por Fabbio Cortez às 09h07
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